quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O banquete

Foi bom rever "A Festa de Babette" com a tempestade lá fora e perto da hora da ceia. Eis um filme que é preciso ver de estômago meio cheio. Ansiamos por aquela mesa final, generosa, luminosa, pejada de iguarias francesas preparadas por Babette, a ex-chef do Café Anglais que foi acolhida por duas santas das terras da Jutlândia. Um dia, caíram-lhe no colo 10 mil francos ganhos na lotaria e, em agradecimento e para não perder a mão, a estrangeira decide oferecer pérolas gastronómicas a comedores sisudos de papas grossas. A comida e a bebida são redentoras. A cada gole e a cada garfada a vileza, e a mesquinhez daqueles comensais esboroam-se. 
É um filme belíssimo, que nos transporta para a Dinamarca do século XIX, para uma zona remota da costa, fria, contida, sensaborona. Babette é o sal que lhe faltava. 



















E depois de salivarmos um bom bocado com as delícias que saíam da cozinha de Babette, vingámo-nos gulosamente numas línguas-de-gato compradas no mercado das Caldas (benza-o Deus).
      

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